Arquivo do mês de abril, 2010

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Roberto Kusterle

30/04/2010 @ 19:12

Roberto Kusterle é um fotógrafo, pintor e escultor italiano. Seu campo artístico mais prolífico é a fotografia: seus retratos têm uma plasticidade que remete a esculturas clássicas, mas com um toque de grotesco e surreal graças à manipulação digital. Algumas imagens são até um tanto perturbadoras. Clique na imagem para ampliá-las.

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Faça algo legal todos os dias

29/04/2010 @ 18:49

Este é um lema que estou tentando levar para a minha vida: fazer algo legal todos os dias. Criar ou realizar alguma coisa legal — qualquer coisa — oxigena o cérebro, deixa a mente em atividade e traz a sensação de que o dia foi bem aproveitado, produtivo e nada desperdiçado. O pictorias, aliás, faz parte desta tentativa de produzir (e reproduzir!) algo legal e interessante diariamente.

O lema também é seguido à risca por pelo designer e ilustrador americano Mark Weaver, criador do projeto Make Something Cool Everyday. São mais de 170 trabalhos muito bonitos e diferentes, com um toque retrô, deixando a sensação de que realmente quem pratica todos os dias está aprimorando sua técnica. Vovó já dizia: a prática leva à perfeição! Aqui tem uma pequena amostra do trabalho do designer: clique na colagem de imagens para vê-las em tamanho real.

E você, já tem seu projeto pessoal e diário para estimular a criatividade?

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Pierre Hardy, Balenciaga

28/04/2010 @ 18:32

Conhecido por mesclar moda e arquitetura, o designer de sapatos francês  Pierre Hardy apresentou a coleção outono/inverno de sapatos da Balenciaga, e surpreendeu mais uma vez.

Totalmente inspirada em formas arquitetônicas (ainda mais que em suas coleções anteriores), criou verdadeiras obras que mesclam couro, plástico, metal e outros materiais que você encontraria facilmente em uma construção.

Sapato para colocar na estante e enfeitar a sala!

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Cartazêra

27/04/2010 @ 18:55

Hoje é o Dia Internacional do Designer Gráfico (parabéns!). Por conta disso, o Camiseteria apresentou para seus seguidores no Twitter uma promoção que envolveu um site chamado Cartazêra. A proposta deste site é muito legal: investimento de baixíssimo custo em arte e estímulo à produção e desenvolvimento de artistas promissores.

Na loja online do site, qualquer pessoa pode adquirir uma gravura de jovens e promissores designers gráficos e ilustradores pela módica quantia de R$ 48. Entre os 12 artistas que já disponibilizam suas gravuras estão nomes já conhecidos, como Anna Anjos, Pianofuzz e André Ducci.

As artes são produzidas em formato A2, em papel com qualidade fotográfica e acabamento especial. A tiragem de cada gravura é limitada e numerada uma a uma, com tiragem máxima de 200 exemplares. Como as ilustrações são exclusivas para a loja online, quem adquire a obra não só está estimulando o desenvolvimento dos designers e ilustradores como também está adquirindo o que pode, futuramente, se transformar em uma verdadeira relíquia.


Ainda não há uma grande variedade de ilustrações mas, sem dúvida, esta relação aumentará, pois qualquer artista ou protoartista pode colaborar enviando seu próprio material. Para quem quer iniciar sua própria coleção de peças de arte sem gastar quase nada ou ao menos enfeitar as paredes de casa com pouco dinheiro, Cartazêra é uma opção bastante atraente. Já estou indo comprar os meus cartazes agora mesmo!

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Toque de lúdico

26/04/2010 @ 18:56

Para quem gosta de arte e design lúdicos, quase ingênuos, uma representante perfeita é Janine Rewell,  ilustradora e designer gráfica finlandesa. Segundo Janine, suas obras possuem uma inspiração direta de pintores surrealistas, como Magritte e Dali, livros infantis e brinquedos  antigos, que trazem tintas lúdicas e multicoloridas para suas peças. Outra característica marcante é a influência da arte folclórica e do design escandinavo.

As peças da ilustradora e designer possuem uma feminilidade e delicadeza nos traços e nas cores, que contrastam e criam um complemento muito interessante com a influência escandinava — leia-se viking e bárbara — da cultura de seu país.  Seus trabalhos já puderam ser vistos em peças publicitárias de empresas como Nokia, Dollhouse e Qatar Airlines, entre outras, frutos desta mistura de estilos que geram uma arte palatável e intrigante. Clique nas imagens para vê-las em tamanho real.

Minha obra preferida é uma que não foi criada digitalmente. Trata-se do Tan The Man (“bronzeie o homem”), o qual uma cobaia torrou em uma cabine de bronzeamento e, ao sair, possuía uma verdadeira obra de arte em seu corpo. Politicamente incorretíssimo, mas divertido!

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Casa das Rosas – Cadeira Red & Blue

24/04/2010 @ 11:34

O pictorias ficou sem atualização estes dias pois, com o feriadão do Rio de Janeiro, me mandei pra São Paulo e estou fazendo um verdadeiro tour cultural (já vim tantas vezes para cá e nunca consegui conhecer nada…). Desta forma, sobrou pouco tempo para escrever ou mesmo para ter programado posts antes de viajar. Foi mal!

Bom, explicações e pedido de desculpas realizados, vamos ao que interessa:

Passeando pela Av. Paulista, entrei na Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, um lindo palacete que atualmente abriga um museu com programações culturais como saraus e exposições ligados à literatura. O museu leva o nome de Haroldo de Campos, um dos poetas concretistas mais importantes do Brasil, pois recebeu seu acervo e objetos pessoais para formar o primeiro museu e biblioteca de poesia no país. O lugar vale a visita.

Passeando pelo palacete, me deparei com uma das peças do acervo (que acredito terem sido do próprio Haroldo), exposta no segundo andar, mas totalmente ignorada pelos visitantes: era um conjunto de duas cadeiras e uma mesinha Red & Blue (1924) originais do designer holandês Gerrit Rietveld . Chair whore que sou, prontamente tirei fotos das belezuras (com meu iPhone, logo a qualidade não está 100%, infelizmente).

Para entender a importância desta cadeira simplíssima (com algumas ripas de madeira você consegue construir uma, até na Internet se ensina), mas impactante, a própria Casa das Rosas explicita: “Símbolo das propostas radicais do movimento modernista holandês, que tipifica a abordagem matemática e geométrica do design, reduzindo o objeto ao essencial. Os valores presentes nesta peça estão em desenvolvimento ao longo da obra de Rietveld, propondo uma síntese entre composição estética e necessidades de uso”. Pode se dizer que esta cadeira é uma resposta concreta à arte de seu contemporâneo e conterrâneo Piet Mondrian.